31 de dezembro de 2010

Meditação 2011

O mundo está construído de tal maneira que, agora, só daqui para a frente.
Manuel de Lima

30 de dezembro de 2010

Cordeiro marroquino picante com couscous

Sabores e aromas quentes para o Inverno
(uma receita adaptada de Jamie Oliver) 
Para 6 a 8 pessoas
Tempo de cozedura1 hora e 45 minutos
1 colher de sopa de sementes de cominhos
2 colheres de sopa de sementes de coentros
2 pequenos piripiris secos
2 pedaços de gengibre fresco
sal e pimenta q.b.
azeite q.b.
1 Kg de cordeiro sem gordura, cortado em pedaços 
4 batatas doces, descascadas e cortadas em cubos 
12 cebolinhas
4 dentes de alho laminados
2 latas de 400 g de tomate em pedaços
1 pau de canela
2 folhas de louro fresco
6 a 8 figos bem secos inteiros
1 ramo de coentros frescos

Pré-aqueça o forno a 190°C.
Esmague num almofariz as sementes de cominhos e de coentros com os piripiris, o gengibre, uma boa pitada de sal e pimenta acabada de moer. Misture com três colheres de azeite e barre a carne com metade desta marinada, massajando-a. Reserve.
Entretanto, misture a restante marinada numa tigela com as batatas doces, as cebolas e o alho.
Leve ao lume um tacho grande com um pouco de azeite e os pedaços da carne marinada dourando-a por igual. Retire a carne para uma tigela vazia e ponha no tacho o preparado das batatas doces, fritando-o até que as cebolas amaciem um pouco. Depois desta operação transfira tudo para uma caçarola de barro de ir ao forno, acrescente o tomate, agite bem a caçarola e coloque a carne por cima.
Junte-lhe dois copos com água, o pau de canela, as folhas de louro e os figos secos e leve ao forno pré-aquecido durante 1 hora e 30 minutos - não cubra para que o preparado fique bem dourado.
Pouco antes de servir, espalhe por cima os coentros picados. Sirva com couscous. 

Esta substancial receita tem um forte gosto de especiarias e deve ser um pouco picante para cortar os paladares. Eu optei por acentuar mais o picante no couscous, que fiz com malaguetas verdes e vermelhas (sem sementes), e cogumelos de Paris previamente salteados. O cordeiro bem apurado é enriquecido pela batata doce que concentrou todos os sabores e se desfez um pouco, formando um molho grosso onde se junta o sabor do figo assado, um pouco doce, que equilibra o conjunto.
Mais um prato para comer devagar e à conversa, acompanhado de um vinho tinto encorpado, que se aguente no confronto com estes sabores mediterrânicos.

21 de dezembro de 2010

Boas Festas


Pachelbel's Canon in D - Original Instruments




Johann Pachelbel (Nuremberg, 1 de setembro de 1653 — Nuremberg, 3 de março de 1706). Compositor e musico do barroco alemão.

16 de dezembro de 2010

Alheira de caça assada com ovo de codorniz

Coisas simples! Uma boa entrada quente para comer devagarinho...
Instalação: uma boa alheira de caça assada sem pele, cortada em porções individuais, e enchapelada com ovo estrelado de codorniz.
Acompanha com pão de mistura ou integral torrado ou frito.

10 de dezembro de 2010

Arroz-doce à moda de Coimbra

Distantes vão os tempos em que nos sábados à tarde, sem escola que me ocupasse, cirandava à volta da minha mãe pedindo-lhe que fizesse arroz-doce. Quando o dia corria de feição lá me fazia a vontade e, como se fosse uma penitência, punha-me ao fogão a mexer o taxo do arroz pois a função demorava muito e ela tinha mais que fazer. E eu gostava! E fazendo perguntas e observando lá aprendi a fazer arroz-doce à moda de Coimbra. No fim tinha o prémio de poder rapar o taxo e, assim, antecipar a lambarice que os meus irmãos só provariam mais tarde.
Tenho bem presente as suas palavras: "olha que estes doces de leite levam sempre sal".
Mais tarde, quando comprei o livro "Cozinha Tradicional Portuguesa" (Ed. Set. 1982) da Maria de Lourdes Modesto, encontrei a receita do Arroz-doce à moda de Coimbra e para grande surpresa minha não levava sal. Resolvi, então, experimentar a receita tal e qual como ela está descrita no livro e que em quase tudo coincide com a da minha mãe. Mas o problema é o quase.
Como está no livro "Cozinha Tradicional Portuguesa" da Maria de Lourdes Modesto
Arroz-doce à Moda de Coimbra  
Para 6 pessoas 
75 g de arroz
1,5 litros de leite 
100 g de açúcar 
1 casca de limão
canela em pó
Ferve-se o leite com a casca de limão. Entretanto, leva-se um tacho ao lume com 1 dI de água e quando ferver junta-se o arroz bem lavado e escorrido. Depois de o arroz cozer entre 3 a 4 minutos, conforme o tamanho do grão, vai-se adicionando, pouco a pouco e mexendo, o leite quente. Esta operação leva cerca de uma hora. Junta-se o açúcar e deixa-se ferver um pouco mais. Deita-se em travessas e polvilha-se com canela.
O arroz-doce, na região de Coimbra, era usado como participação de casamento e pretexto para a apresentação do noivo. As raparigas do povo, juntamente com a mãe e o noivo, visitavam as famílias que conheciam, a quem ofereciam uma travessa de arroz-doce numa canastra coberta com um pano feito nos teares manuais - pano de Almalaguês. Oito dias depois voltavam para buscar a travessa e receberem o respectivo presente.
O resultado final, correspondendo embora a um doce rico como era expectável, não me fez recordar o meu arroz-doce, fosse pela falta da pitada de sal, fosse pelo que me pareceu açúcar a menos.
Sei que este livro tem algumas gralhas e seguramente que pode vir algo daí.
Para o meu arroz-doce de Coimbra:
Para 12 pessoas
200g de arroz carolino 
2 litros de leite gordo
300g de açúcar
um fundo de água que fique ao nível do arroz 
uma pitada de sal
casca de limão 
Canela em pó
É importante que o arroz seja carolino de boa qualidade e não deve ser "bem lavado e escorrido": deve ser escolhido (pode ter alguma impureza) e se necessitar de o passar por água deve ser numa operação rápida para que não perca o amido.
Comece por cozer o arroz no fundo de água com a pitada de sal e quanto ao resto estamos conversados: é exatamente como descreve Maria de Lourdes Modesto. Leva mesmo 1 hora a mexer - vai fazendo estrada - e vai-se acrescentando leite quente, mexendo sempre.
No fim terá a recompensa de mais um momento de reconciliação do corpo com o espírito.

7 de dezembro de 2010

Dias de chuva

"O mio babbino caro", ária da opera Gianni Schicchi (1918), de Giacomo Puccini.




Renée Fleming (Soprano americana nascida a 14 de Fevereiro de 1959 em Indiana, Pennsylvania, EUA) 

5 de dezembro de 2010

Tarte de cogumelos

Mais uma receita fácil, barata e saborosa, e que pode servir de acompanhamento ou como entrada, podendo ser enriquecida com bacon ou a gosto.

2 embalagens de cogumelos de Paris laminados (500 a 600g)
4 ovos inteiros
2 pacotes de natas Parmalat 3 Queijos ou Carbonara
1 base de massa folhada
1 dente de alho
Azeite, Sal, pimenta, Tomilho q.b.



Forrar uma forma de tarte com massa folhada e picar o fundo com um garfo.
Saltear os cogumelos com o dente de alho picado finamente,  num fio de azeite, e temperar com sal, pimenta e tomilho. Reservar até arrefecer.
Numa taça misturar os ovos inteiros com as natas e corrigir de sal e pimenta.
Espalhar uniformemente os cogumelos já frios na tarteira e cobrir com o creme de ovos e natas. Levar ao forno previamente aquecido a 180ºC durante 30 minutos.

Fiz esta tarte e acrescentei bacon cortado tipo brunesa. Acompanhei com uma salada de alfaces variadas e rúcula, temperada com uma vinagreta de pesto e foi um óptimo jantar.
Vinagreta de pesto?! Num dia anterior tinha feito um prato de massa para o qual preparei pesto. Como não gastei todo o pesto com a massa e como ele deve ser consumido dentro de um prazo curto de tempo, resolvi incorporar um pouco nas vinagretas que fui fazendo; só vos digo que é óptimo!
Num pequeno frasco (aproveite um frasco de compota) junte uma colher de chá de pesto, azeite virgem e balsâmico na proporção de 3/1. Feche o frasco e agite bem para misturar tudo. Deite por cima da salada e diga-me: é bom ou não é?

4 de dezembro de 2010

Ao espelho

Saber, é estar atento. Interiorizar, é ter coragem. Confessar, é heróico.

3 de dezembro de 2010

Chegou o Natal

Comecei pelas rabanadas. Depois virão as filhoses, o bolo-rei, os coscorões, a coroa de frutas , tudo muito à volta das frutas - cristalizadas e secas - da abóbora e das especiarias, com especial destaque para a canela. Normalmente também não falta o pudim de ovos e o arroz doce à moda de Coimbra. Doces que nos aquecem a alma neste Outono que ameaça Inverno.
Daqui até ao Natal talvez repita o "Om Ali", um doce egípcio, que fiz outro dia, e de que tanto gostei; também leva frutos secos e canela e é muito bom comido quente. 
Dá-me imenso prazer fazer estas coisas de Natal e poder partilhá-las.

26 de novembro de 2010

Estrelas Michelin 2011

(imagem de Henrique Leis)
O Guia Michelin para Portugal e Espanha 2011 atribuiu as estrelas do ano aos restaurantes portugueses. 
O restaurante Villa Joya, Albufeira, Algarve - Chef Dieter Koschina, conta com duas estrelas; é o único.

Com uma estrela foram contemplados nove Restaurantes:
Fortaleza do Guincho, Estrada do Guincho, Cascais - Chef Vincent Farges.
Tavares, Lisboa - Chef: José Avillez.
Arcadas, Hotel Quinta das Lágrimas, Coimbra - Chef Albano Lourenço; Chef Consultor: Joachim Koerper.
Largo do Paço, Hotel Casa da Calçada, Amarante - Chef Ricardo Costa.
Il Gallo d’Oro, Hotel Cliff Bay, no Funchal - Chef Benoît Sinthon. 
Amadeus, Almancil - Chef Siegfried Danler-Heinemann.
Henrique Leis, Almancil - Chef Henrique Leis.
The OceanHotel Vila Vita Parc Chef Hans Neuner. 
Willie’s, Vilamoura - Chef Willie.


O restaurante Eleven - Chef Joachim Koerper, em Lisboa, perdeu a  estrela que detinha desde 2004.
(imagem de Henrique Leis)

25 de novembro de 2010

Herbie Hancock "The Imagine Project"

Dia 7 de Dezembro em Lisboa (Campo Pequeno), dia 8 no Porto (Casa da Música); lá estarei!


Entretanto vamos ouvindo "Imagine" - o tema de abertura - com Herbie Hancock, Seal, Jeff Beck, Oumou Sangaré, P!NK, Konono Nº1 e India.Arie

24 de novembro de 2010

Sunshine On My Shoulders

John Denver - "Sunshine on My Shoulders" 1º lugar na Billboard 100 em 1974, lugar em que ficou durante uma semana.

23 de novembro de 2010

Ovos mexidos com farinheira e espinafres

Aqui está uma forma de fazer ovos mexidos com farinheira que não envergonha ninguém. 
Agora que a crise vai apertando vou propor-vos algumas receitas mais baratas mas igualmente saborosas e que podem ter apresentação caprichada; como é o caso.

1 farinheira 
6 ovos inteiros
1 embalagem (300g) de espinafres frescos
2 dentes de alho
1 chalota
Azeite, sal, salsa e pimenta q.b.
Parmesão ralado grosseiramente (opção)
Salteie os espinafres com um dente de alho finamente picado e um fio de azeite. Reserve.
Bata rapidamente os ovos inteiros com uma pitada de sal. Reserve.
Pique finamente a chalota e o restante dente de alho e, com um fio de azeite, salteie a farinheira, depois de a pelar e desfazer com um garfo. Vá virando no sauté para que a farinheira fique passada sem secar. Junte os ovos mexidos e envolva tudo rapidamente para que não seque (acabe a operação já com o sauté fora do lume).
Preencha um aro com uma primeira camada de espinafres e depois acrescente os ovos mexidos. Cubra com o parmesão ralado e leve ao forno pré-aquecido a 180ºC só até derreter o queijo. 
Desenforme, polvilhe com uma colher de salsa picada e sirva com pão torrado. Acompanhe com um Tinto do Douro do ano. Sugestão : Altano (boa relação qualidade/preço)

15 de novembro de 2010

Me & Mrs Jones

Um êxito de  Billy Paul de 1972 (número 1 da Billboard Hot 100 durante três semanas).

8 de novembro de 2010

Campanha

O que faz o país por nós?
Pelo país o que faríamos?
Soberano rapace! Ficaríamos,
Sem ti, pobres e sós?

31 de outubro de 2010

"Soufflé" Gelado de Chocolate

Esta receita é da Io e é fantástica em todos os aspectos. Deliciosa e requintada tem uma excelente apresentação pois imita mesmo a configuração de um soufflé.


Para o merengue: 500g de açúcar, 8 claras, 1,5dl de água, 7 gotas de sumo de imão e uma pitada de sal.
Preparar o merengue italiano com o açúcar e as claras

Ferver o açúcar com a água até 117º (usar termómetro). Quando o açúcar chegar aos 117º, retirar do lume. Bater as claras com o sal e as gotas de limão em castelo fraco. Incorporar o xarope 
quente de açúcar  em fio na batedeira com a velocidade máxima. O seu volume triplicará e ficará brilhante e espumoso. Continuar a bater até que esteja quase frio.
Para o soufflé:  750g natas,  300g chocolate, 2 colheres de sopa de cacau amargo.
Preparar o soufflé
Derreter o chocolate em banho-maria ou no microondas. Incorporar o chocolate derretido e o cacau ao merengue. Bater as natas a alta velocidade até  ficarem bem firmes.
Incorporar as natas ao preparado anterior com uma espátula. Os movimentos devem ser de baixo para cima.
Pincelar uma forma de soufflé de 18 centímetros de diâmetro com óleo.
Colocar uma tira de cartolina em volta da forma, com o comprimento de 65 centímetros e a altura de cinco centímetros. Fixar com fita-cola.
Encher com o preparado até ao topo da cartolina.
Deixar no congelador durante quatro horas ou, melhor ainda, de um dia para o outro.
Na altura de servir polvilhar com chocolate preto ralado ou cacau amargo e retirar a cartolina. Retirar do congelador 15 minutos antes de servir.
Este doce também pode ser preparado em formas individuais. 

Receita

Leva-se o poema ao forno
à temperatura de vários sentimentos,
polvilhado de denodo e outros condimentos.

Secou demais? Que transtorno!

13 de outubro de 2010

Ren Zhenyu

Ren Zhenyu, Pintor chinês (1976-  ).
Nasceu em Tianjin, na China, e tirou o curso de pintura a óleo no Departamento de Tianjin da Escola de Belas Artes sendo actualmente aí professor.
A sua pintura revela uma tendência "pop-expressionista" com referências políticas nítidas, designadamente no conjunto de retratos de personalidades célebres de que se destaca Mao Tsé-Tung.
São, sem dúvida, obras desafiantes e encantatórias.

11 de outubro de 2010

Pesadelo com Eugénio de Andrade

Hoje colhi as cores
de todas as rosas
de todos os jardins.


O teu olhar vazio 
Não viu as minhas mãos de cinza.


Deste pela minha chegada?



9 de outubro de 2010

O tempo, esse devorador...


John Lennon faria  hoje 70 anos
Em memória da nossa boa e perdida ingenuidade...

1 de outubro de 2010

Salada de camarão, manga e papaia

Adeus Verão!
Uma boa e bela salada de camarão, manga e papaia para despedia dos dias de sol e das bebidas frescas.


Nesta salada combinei 1Kg de camarão (descascar e deixar o rabo), uma papaia e uma manga bem maduras cortadas em cubos, alfaces variadas e rucula e uma mão cheia de farfalle previamente cozida em água e sal (opcional - acrescenta mais uma textura).
Tempera-se tudo com uma vinagreta de mostarda e polvilha-se com cebolinho picado.
Como diria um meu companheiro de várias mesas, "é um jardim de paladares"!

29 de setembro de 2010

Caponata

Tenho experimentado algumas receitas divulgadas pela Io Appolloni, todas elas de influência italiana, e estou rendido aos paladares contrastados de que tanto gosto e a algum requinte - principalmente nos doces. Como normalmente partilho estas coisas à mesa, com os meus amigos(as), posso confirmar que a aceitação é surpreendente e geral.
Trago aqui um acompanhamento siciliano (que eu como simples, apenas com um copo de bom tinto) que acolitou uma tradicional bola de carne transmontana - carne de vaca e galinha. Excelente! Nunca pensei que a Sicília fizesse bem a Trás-os-Montes

Despesas
- 3 beringelas
- 1 cebola grande
- 6 tomates maduros
- 1 pimento vermelho
- 1 pimento verde
- 0,5dl de caramelo
- 0,5dl de balsâmico
- 1dl azeite
- Folhas de manjericão a gosto
- sal
- pimenta
Facultativo
- azeitonas pretas sem caroço
- azeitonas verdes sem caroço
- alcaparras



Eu usei açúcar amarelo em vez de caramelo e só utilizei azeitonas pretas pois não tinha verdes em casa. 
Comece por descascar as beringelas. Corte-as aos cubos e ponha-as num passador com sal. Deixe repousar pelos menos durante 30 minutos, enquanto prepara o resto, e vai ver o liquido que sai. Com esse liquido sairá também o seu gosto amargo...
Prepare todos os outros ingredientes pelando e limpando os tomates - corte-os aos cubos, limpando e cortando os pimentos em tiras, cortando a cebola em rodelas finas... 
Descaroce e corte ao meio as azeitonas (uma generosa mão cheia) e reserve as alcaparras; eu optei por acrescentar duas colheres de sopa de alcaparras de conserva previamente apertadas em papel absorvente de cozinha, para que escorram o vinagre.
Numa frigideira grande prepare o refogado com o azeite e a cebola. Junte os tomates. Tape a frigideira e deixe ficar em lume médio 10 minutos. Vigie...
Agarre nas beringelas com as mãos e aperte-as um pouco de modo a facilitar a saída da  água do fruto (a beringela é um fruto!). Coloque-as na frigideira, juntamente com os pimentos.
Deixar cozer em lume forte, sem tapar. Vá virando de vez em quando para não pegar. No fim, junte o açúcar e depois o balsâmico. Prove de sal e pimenta.
Junte as folhas de manjericão esfarripadas, as azeitonas e as alcaparras. Dê-lhe uma volta; está pronto!
Pode comer morno ou frio. Acompanha bem carnes.

26 de setembro de 2010

Dinah Washington - It's Magic

Album "What A Diff'rence A Day Makes!"




Dinah Washington, nascida Ruth Lee Jones em Tuscaloosa, Alabama, EUA, em 29 de Agosto de 1924. Morreu nova a 14 de Dezembro de 1963, depois de ter casado 8 vezes e se ter divorciado 7.

22 de setembro de 2010

Rolinhos Primavera

Rolinhos feitos com massa Brick e com um recheio de espargos, presunto e parmesão.
Utilize apenas um folha de massa por rolo. Coza previamente os espargos em água e sal (ou ao vapor) por apenas 4 minutos. Prepare algumas aparas finas de presunto e parmesão e bata um pouco de natas. 
Centre três espargos em cada folha de massa Brick e acrescente, a gosto, presunto e parmesão; Cubra com uma colher de chá de natas batidas (ou em alternativa uma noz de manteiga) e umas gotas de balsâmico. Pode temperar com pimenta de moinho mas, quanto ao sal, tenha em atenção o sabor do presunto; talvez não necessite...
Dobre os lados da massa sobre o recheio e enrole; sele o rolinho pincelando com gema de ovo dissolvida num pouco de água. Pincele também por cima e leve ao forno a 180ºC até estarem dourados e estaladiços. Sirva de imediato; a massa brick endurece depois de arrefecer pelo que deve assegurar-se que são servidos logo que saem do forno.
Dá uma excelente entrada.
N.B. Para trabalhar melhor a massa brick pincele-a previamente com água.

13 de setembro de 2010

Mousse de queijo Roquefort (ou Gorgonzola) com gelatina doce de pimento.

Para quem é apreciador de queijo e de pimentos esta é uma 
improvável 
extraordi
nária
 combinação de paladares. 
Tentei fazer esta receita com gorgonzola mas as embalagens que encontrei no mercado eram demasiado grandes para as minhas necessidades; por esse motivo e porque a receita não podia aguardar, resolvi avançar com queijo roquefort e ficou igualmente saboroso. O sabor intenso do queijo é suavizado pelo contraste da gelatina 
doce 
de pimento, o que nos permite abusar um pouco mais das tostas com roquefort e resulta numa entrada surpreendentemente agradável para um dia especial.
Gelatina de Pimento
4 pimentos vermelhos assados e limpos
1 copo de açúcar (2,5dl)
1 copo de vinagre de maçã (2,5dl)
2,5 dl de água
4 fls de gelatina
Tire a pele e as sementes dos pimentos assados, lave-os e escorra-os bem da água. Passe-os no liquidificador. Junte o vinagre, o açúcar e o pimento (já processado) leve ao fogo médio até “fazer estrada” e ficar com a consistência de doce.
Junte a gelatina previamente amolecida e dissolvida na água quente. Deixe ferver por cinco minutos mexendo sempre. Deixe arrefecer e reserve no frio.

Mousse de Roquefort
1 embalagem de natas 200g
1 dl de leite
1dl de água morna (para dissolver a gelatina)
½ cubo de caldo de galinha
300 gramas de queijo Roquefort ou Gorgonzola
Sal e pimenta a gosto (cuidado! o queijo já é forte q.b.)
5 folhas de gelatina
Dissolva o caldo de galinha num pouco de leite morno e bata todos os ingredientes da mousse no liquidificador, com excepção da água em que vai dissolver a gelatina previamente amolecida. Depois de tudo batido junte a gelatina dissolvida e misture bem. Vai ao frigorífico, de preferência de um dia para o outro, numa forma untada com azeite.
Desenforme e enfeite com a gelatina de pimento o que pode fazer  com uma pequena colher. Sirva com mini tostas.


Acrílico sobre tela 70 X 70cm;  2010.

24 de agosto de 2010

Creme de cenoura

Ainda as sopas...
Fiz este creme porque só tinha cenouras em casa e numa pesquisa rápida ao congelador encontrei cubos de abóbora e ervilhas congeladas. Fui fazendo e saiu bem; tão bem que posso dizer que este creme de cenoura, além de excelente, é guloso, muito fácil de fazer e fica bonito no prato.

2 Chalotas
500g de cenouras
200g de abóbora
1,5L de caldo de aves
30ml de azeite
1 colher de sopa de manteiga (facultativo)
Sal, pimenta e ervilhas q.b.
Numa panela faça um fundo com as chalotas picadas e o azeite, a que pode juntar uma colher de sopa de manteiga. Quando a chalota estiver cozida junte as cenouras e a abóbora cortadas em cubos, dê uma mexida e deixe cozer em lume brando com a panela tapada.
Vá espreitando para ver se o lume está suficientemente brando para que coza sem problema e vá juntando o caldo de aves (previamente aquecido) aos poucos, tendo o cuidado de não adicionar caldo em demasia para assegurar a textura do creme que deve ficar denso. Estando tudo cozido retirar do lume e levar ao liquidificador. 
Voltar a colocar o creme ao lume, juntar uma mão cheia de ervilhas (a gosto) e corrigir texturas e temperos - caldo de aves, sal e pimenta branca de moinho. Deixar levantar fervura e cozer as ervilhas; está pronto!

23 de agosto de 2010

Panos de História

Fomos ver as 4 Tapeçarias de Pastrana ao MNAA. Estão expostas até 12 de Setembro.

Vale a pena ir ver, como vale a pena visitar o museu e descansar no seu belo jardim onde nos podemos sentar e olhar o Tejo a beber um café, ou a comer uma refeição ligeira por um preço decente.
Sobre as tapeçarias o melhor é ir ver e, se a visita não for guiada, comprar previamente, por 1€, o jornal sobre a exposição "A Invenção da Glória", à venda na Loja do Museu; sempre ajuda!

António Filipe Pimentel, Director do MNAA, deixa-nos o desafio

12 de agosto de 2010

Natureza morta (estudo)



Aguarela sobre papel 29,5 X 21cm;  2009.

Lenny Welch - I'm in the mood for love (1964)

Esqueçam o calor, os incêndios, as cheias, a política, os políticos, os ex-políticos, a Procuradoria Geral da República, os magistrados, os juízes, os advogados, os professores, os militares, os sindicatos, os patrões, os futebolistas, as transferências, os treinadores, os processos, as crises, os juros, os jornalistas, os colunistas, os crimes de todos os tipos e todas as catástrofes; esqueçam tudo e, se não conseguirem por mais tempo, fiquem por exactamente 2' 32'' "in the mood for love".

4 de agosto de 2010

Cheesecake

Um bolo que não faz concessões às dietas. Um concentrado de calorias a que é difícil resistir. Servido frio é muito bom(bástico)!


Para a Base
1 Pacote de Bolacha Maria (180g)
85g de manteiga
75g de açúcar
0,75cl de Limoncello (licor de limão)
Para o Creme
500g de queijo creme Mascarpone
150g de açúcar
4 Ovos inteiros
3,5dl de natas
1/2dl de Limoncello (licor de limão)
Raspa de 1 limão
Geleia de Framboesas para cobrir. (Fazer um glacê forte com compota de framboesas, um pouco de água e açúcar. Deixar ferver para engrossar. Coar para tirar as grainhas e deixar arrefecer.)
Parta a bolacha grosseiramente à qual se junta a manteiga derretida e o Limoncello. Amasse tudo (meta a mão) e  forre o fundo de uma forma redonda antiaderente de arco de 26cm, distribuindo a bolacha e calcando com a mão. Leve ao forno pré-aquecido a 200ºC durante 10 minutos. Retire do forno e deixe arrefecer. É uma alternativa segura forrar a forma com papel vegetal.
Bata o queijo com o açúcar, vá juntando os ovos um a um e por fim as natas, a raspa do limão e o licor. Bata muito bem até ficar cremoso. Deite o creme na forma e leve ao forno a 150ºC durante 1 hora, colocando um recipiente com água no tabuleiro inferior.
Retire do forno e deixe arrefecer um pouco para retirar o arco. Depois de frio vai ao frigorífico pelo menos 4 horas. Finalmente cobre-se com a geleia de framboesas e enfeita-se com um ramo de groselhas.

30 de julho de 2010

Sopa de Espargos com Iogurte

Estamos no Verão e nada melhor que sopas e saladas.
Esta receita é muito agradável (e eu gosto muito de espargos) pois a sopa, que não necessita de ser servida muito quente (pouco mais que morna), faz um excelente contraste com o iogurte frio. 
Vamos a contas.
Ingredientes

7,5dl de bechamel
2 embalagem de espargos frescos (± 800g)
2 colheres de sopa generosas de parmesão ralado
Iogurte natural q.b.
Sal, pimenta q.b.

Para o Bechamel (7,5dl)
45g de manteiga ou margarina
45g de farinha
7,5dl de leite
sal, pimenta e noz-moscada q.b.

Preparação
Faça um bechamel com a manteiga, a farinha, o leite, o sal, a noz-moscada e a pimenta.  Reserve.
À parte coza os espargos previamente arranjados (limpos).
Depois de cozidos leve à liquidificadora com o caldo da cozedura na quantidade necessária para trabalhar os legumes. Reserve o restante caldo.
Passe o creme de espargos para a panela onde vai fazer a sopa, acrescente o bechamel e corrija com o restante caldo mexendo sempre até levantar fervura em temperatura média. Retifique a quantidade de caldo para ter a consistência desejada e corrija temperos.
Junte duas colheres de sopa generosas de parmesão ralado no momento, mexa e retire do lume logo que comece a ferver.
Sirva a sopa com uma colher de sopa de iogurte natural depois de batido. O Iogurte deve ser servido à temperatura do frigorífico.
Não se esqueça que esta sopa pede um copo de branco seco a acompanhar e , sobre tudo, coma devagar...

15 de julho de 2010

Férias em Itália



Ver Férias em Itália num mapa maior

De regresso depois de um excelente (e um pouco cansativo por causa do calor) passeio por Itália. Um percurso feito entre Veneza, Florença, Siena, Cinque Terre e Bolonha, recorrendo aos transportes locais e que me deixou agradavelmente surpreendido ao poder confirmar localmente a eficiência dos serviços públicos italianos. Parece que, de facto, aqui a economia e a administração funcionam para além e independentemente da política. 



Da onírica Veneza que dizer, para além de que está sempre bela e sempre cheia de turistas. Optámos por passear muito a pé e por fugir, e nem sempre é possível, ao percurso turístico mais batido. Por isso visitámos alguns dos bairros onde os Venezianos vivem - Sestieri Castello pela Via Garibaldi, San Pietro e sua Isola, San Polo, Dorsoduro, o mercado e também, por sorte, uma festa popular... e respectivas Fondamentas. Veneza conta-nos várias histórias mesmo nos bairros sociais com as suas roupas coloridas penduradas a secar em cordas que atravessam os becos transversais à Via Garibaldi. Por aí há poucos turistas e como os canais nos acompanham ao longo do passeio podemos sempre parar e beber uma birra numa esplanada de venezianos, a olhar o movimento dos barcos. E quando o cansaço aperta e as deslocações são maiores, vamos de vaporeto; vale a pena comprar um bilhete diário e sair onde nos apetece e voltar a entrar as vezes que forem necessárias, sem esquecer de ir ao Lido ver o mar. Temos a certeza que muito ficou por ver e sentir; partimos com a inconfessada esperança de que talvez haja um dia de regresso.


Florença. Visitas programadas apenas a ansiada Galleria degli Uffizi e a Galleria dell'Accademia. Como a primeira visita estava marcada para o dia seguinte acabámos por ir ao Palazzo Pitti logo que chegámos, até para fugir ao calor. Florença é arte e como se não chegasse, em acumulação com o planeado, decorria uma exposição temporária, nos vários locais visitados, de tema "Caravaggio e dei caravaggisti". Ao entrar na primeira sala do Palazzo Pitti dou de caras com o "Baco" de Caravaggio que me tira a respiração e me deixa um nó na garganta. Não tive coragem para me mexer durante o breve minuto que levei a recompor-me, de olhos esbugalhados e a respirar fundo. E foi assim durante dois dias; um excessivo banho de beleza excessiva. Mas ainda tivemos tempo para longos passeios a pé e para nos metermos pelas ruas estreitas à procura das Osterie dei fiorentini. E, finalmente, aproveitámos a ocasional oportunidade de assistir a um bom espectáculo musical com Dalla e De Gregori, ao ar livre, in una calda notte, na Piazza Santa Croce. Boa maneira de nos despedirmos de Florença.


Siena. Calhou assim; visitámos Siena nos dias da Festa do Pálio. A cidade regurgita gente, os Bairros estão em festa e andam pelas ruas a mostrar os seus trajes e cavalos. O calor aperta e refugiamo-nos nos gelados, sempre bons. A Piazza del Campo está preparada para a luta de cavalos e cavaleiros e aí estivemos entre milhares que não arredam pé até os derradeiros minutos da corrida. À noite comemora-se em jantares colectivos ao ar livre. Mas é bom não esquecer de visitar o Duomo que é lindíssimo e a sua Libreria Piccolomini. Foi diferente; aqui a cultura anda pelas ruas. Valeu a pena.


Cinque Terre. Visitar Riomaggiore, Manarola, Corniglia, Vernazza e Monterosso al Mare, as cinco localidades alcandoradas na costa escarpada da Liguria e que fazem parte do Parque Natural Cinque Terre. Uma pausa nos percursos artísticos de Itália aqui substituidos pelo confronto com a natureza. E surpreendem-nos, também, estas povoações de difícil acesso, construídas como que para fazer a demonstração da persistência humana, capaz de viver em locais aparentemente agrestes, transformados agora em locais de visita obrigatória para ecologistas retardados e jovens de mochila às costas ansiosos por mudar o mundo. Obrigatório fazer as viagens de barco entre as várias localidades e aproveitar para ir a Portovenere. Um bilhete diário dá para tudo. E não perdemos o passeio da Via dell'Amore entre Riomaggiore e Manarola. É bonito e fácil; muito melhor se for de manhã cedo, quando há poucos turistas, como nós fizemos.


Bolonha. Último destino para passear mais devagar, fazer compras (opção) e apanhar o avião de regresso. A cidade das arcadas. Quilómetros e quilómetros de arcadas que no centro - Via de L'Independenza até à Piazza Maggiore e continuação até à Piazza Cavour - estão repletas de um comércio rico, de belas montras e grandes marcas. Na Piazza Maggiore vale a pena visitar a Collezioni Comunali d'Arte (Palazzo Comunale) e o Museu Morandi; tudo gratuito o que em Itália é uma excepção. No final da tarde sentámo-nos num dos cafés das arcadas da Piazza Maggiore a beber uma cerveja e a olhar o movimento. À noite iria aí decorrer uma sessão integrada num ciclo de cinema italiano promovido pela cinemateca. Boa ideia para o Verão! Ainda espreitámos; estavam a passar o "La Dolce Vita" do Fellini com legendas em francês. Vale a pena tentar apanhar o ambiente da zona universitária passeando pela Via Zamboni, passando pelo Teatro Comunale e explorando praças e transversais. Obtem-se uma bela vista geral e final de despedida de Bolonha indo aos Giardini Regina Margherita, o que é possível viajando nos City Red Bus. Autocarros que fazem uma viagem de 1 hora por toda a cidade, com saídas e entradas livres, no período de um dia, por 10€. Gostámos de Bolonha. Uma cidade aberta onde se respira a juventude da sua universidade.


Este ano não fazemos mais importações.