28 de fevereiro de 2011

My Choice

Vale a pena ir ver, na Casa das Histórias, as obras seleccionadas por Paula Rego.
Escolhidas apenas porque gostou delas e sem qualquer outro critério, este conjunto de obras tem, a meu ver, excesso de desenho, o que talvez torne o conjunto um pouco desequilibrado. Como o próprio folheto refere, a inescapável atenção ao "Naked Girl with Egg" de Lucien Freud torna esta obra o centro da exposição.
Aproveite-se a visita e aprecie-se a Exposição "Proles Wall" de Paula Rego, dez painéis de grandes dimensões, datados de 1984, comemorativos da publicação da obra "1984" de George Orwell.
Tudo com entrada gratuita e até Junho.

17 de fevereiro de 2011

Bacalhau confitado em cama de grelos e puré de grão

Uma receita alternativa e deliciosa para quem gosta de bacalhau com grão. A diferença vem do puré que fica muito saboroso feito desta maneira.
Vamos a trocos!
Grelos cozidos e temperados com um fio de azeite virgem e um dente de alho esmagado.
Bacalhau confitado (lombos de preferência) receita
Puré de grão-de-bico


300g de grão-de-bico previamente demolhado e cozido em água e sal;
1 alho francês
1 dente de alho
100g de tomate seco
Sal, pimenta e noz-moscada q.b.
Reduza o grão a puré na liquidificadora e reserve alguns grãos. Reserve.
Num tacho onde caiba tudo faça uma base de azeite e alho francês cortado às rodelas finas, com um dente de alho bem picado, em lume médio. Quando o alho francês estiver cozido junte o tomate seco cortado muito miúdo, deixe o tomate humedecer e junte o puré de grão; envolva tudo bem e, se necessário, acrescente mais um fio de azeite. Rectifique temperos ( sal, pimenta e noz-moscada).
Emprate a gosto colocando o bacalhau sobre a cama de grelos e aproveite os grãos que guardou para um toque final.
Estou cheio de fome!

13 de fevereiro de 2011

Relish picante de cebola roxa


 0,5dl de azeite
100 g de manteiga,
3 cebolas roxas
1 colher de sopa de folhas de tomilho fresco
4 malaguetas vermelhas limpas de sementes e fatiadas
2 colheres de sopa de açúcar mascavado
0,5dl de vinagre balsâmico
 Aqueça o azeite e a manteiga numa frigideira e junte a cebola, o tomilho e a malagueta fatiada e cozinhe durante 20 minutos, até a cebola ficar macia e transparente. O lume deve ser brando para que a cebola não seque ou queime.
Junte o açúcar e o vinagre balsâmico. Mexa e cozinhe durante mais 10 minutos, para apurar, até a cebola ficar caramelizada e com um molho denso.
 Pode servir-se quente a acompanhar pratos de carne, particularmente aves (pato, perdiz...); é um agridoce excelente! Também se pode guardar em frasco de conserva, no frigorífico, e ser posteriormente utilizado como tempero.
 Se for para comer como acompanhamento fica melhor se cortar a cebola em gomos maiores. Se for para servir de tempero pode cortar-se em juliana ou a gosto.

9 de fevereiro de 2011

Tarte de alho francês, courgette e alcachofras

Mais uma tarte de legumes que pode servir como acompanhamento de um prato de carne ou de peixe. Fica muito saborosa e com esta base de trabalho, a imaginação é o limite para as composições possíveis de recheio.
Massa areada para a tarte (ver receitaou uma base de massa areada ou quebrada.
Recheio
2 alhos franceses cortados à rodelas
2 courgettes cortadas em meias luas
1 lata de corações de alcachofras (peso escorrido 240g)
2 dentes de alho laminados
100g de bacon cortado aos cubos
3 ovos grandes
300ml de natas
100g de queijo da Ilha ralado
azeite para saltear os legumes
sal e pimenta preta de moinho q.b.

Num fio de azeite salteie os alhos laminados e o bacon até alourarem. Junte os legumes temperados com sal e pimenta e cozinhe até estarem tenros e transparentes. Deixe arrefecer.
Escorra e corte os corações de alcachofra ao meio, ficando, assim, com  rodelas grossas.
Forre uma tarteira (previamente passada com margarina e farinha) com a massa.
Bata os ovos inteiros, junte as natas e o queijo da ilha. Junte um pouco de pimenta de moinho. Reserve um pouco de queijo para polvilhar no fim.
Espalhe os legumes salteados na tarteira e junte as rodelas de alcachofra na disposição pretendida. Regue tudo uniformemente com o preparado dos ovos, natas e queijo. Polvilhe com o queijo restante e leve ao forno previamente aquecido a 180ºC por meia hora.


A Europa e a crise; hoje como ontem.

"As grandes nações actuaram sempre como gangsters e as pequenas nações como prostitutas."
Stanley Kubrick (Guardian, 1963)

8 de fevereiro de 2011

Tem estado mau tempo


O Catecismo Revolucionário
Por Serguey Nechayev (1847-1882)
(...) 
RELAÇÕES DO REVOLUCIONÁRIO COM A SOCIEDADE 
12. Se um novo membro, depois de ter dado provas de lealdade, deve ser aceite, é assunto para ser decidido por unanimidade. 
13. O revolucionário entra no mundo do Estado, das classes e da chamada cultura, e vive no seu mundo, apenas porque acredita na sua total e rápida destruição. Não é revolucionário se experimenta simpatias pelo mundo. Não deve hesitar em destruir qualquer posição, qualquer local, qualquer homem deste mundo. A todos deverá detestar. Pior para ele se tem pais, amigos ou se ama alguém. Deixa de ser um revolucionário se eles o podem deter. 
14. Tendo como objectivo a destruição, o revolucionário pode e deve viver em sociedade, escondendo o que realmente é. Deve penetrar em toda a parte, nas mais baixas e altas classes, nas casas comerciais, nas igrejas e nos palácios da aristocracia. Deve conhecer o mundo dos burocratas, dos militares e dos literatos e deve insinuar-se na Terceira Divisão e mesmo no Palácio de Inverno. 
15. Os membros desta sociedade imunda podem ser divididos em diversas categorias: a primeira categoria inclui os condenados à morte, sem apelo. Os camaradas devem compilar uma lista de condenados à morte pesando a relativa gravidade dos seus crimes em relação com o valor da revolução; e as execuções devem ser efectuadas conforme a ordem da lista. 
16. Na preparação destas listas, e ao colocarem-se os condenados conforme a ordem estabelecida, não se devem considerar sentimentos de fúria, nem se deve prestar atenção ao ódio que esta gente provoca entre os camaradas. Mas o ódio e a fúria devem ser aproveitados, porque estas coisas incitam à rebelião do povo. É necessário ser-se guiado somente pela utilidade relativa destas execuções em benefício da revolução. Sobretudo, devem destruir-se os que são inimigos da organização revolucionária; as suas mortes violentas produzirão pânico no governo, abalarão os fundamentos do governo e roubar-lhe-ão os seus agentes mais enérgicos. 
17. O segundo grupo é constituído por aqueles a quem concedemos a vida provisoriamente a fim de que o seu comportamento bestial leve o povo à inevitável revolta. 
18. A terceira categoria consiste numa multidão de personagens que não se distinguem pela energia; os que têm porventura e gozam de influência, ligações e poder. Devem estes ser explorados de todos os modos possíveis; devem ser implicados e confundidos; devem descobrir-se-lhes os segredos, de modo a escravizá-los. O seu poder, influência e ligações, as suas riquezas e energias serão um tesouro e um precioso auxílio em diversas ocasiões. 
19. A quarta categoria é constituída por pessoas ambiciosas e liberais de várias tendências. Devemos fingir que lhes seguimos as ideias e levá-los a pensar que com eles conspiramos, quando, na verdade, apenas estamos a controlá-los, devemos apanhar-lhes os segredos e comprometê-los totalmente, de tal modo que não lhes reste qualquer solução e apenas levem à desordem no Estado. 
20. A quinta categoria é constituída por doutrinários, conspiradores e revolucionários: todos os idiotas que discursam em comícios. Devem ser levados a proferir declarações violentas coincidentes com os nossos objectivos. A maioria nada deixará no seu rasto que não seja ruína e só de poucos poderemos obter alguns ganhos revolucionários. 
21. A sexta categoria é especialmente importante: as mulheres. Devem ser divididas em três grupos. Primeiro: as frívolas e tolas, que nós deveremos utilizar tal como utilizamos as terceira e quarta categorias de homens. Segundo: as mulheres ardentes e devotadas mas que não nos pertencem porque ainda não conseguiram a necessária austeridade revolucionária; devem ser utilizadas como os homens da primeira categoria. Finalmente, as mulheres que estão totalmente do nosso lado, i. e., as que são totalmente dedicadas e que aceitaram todo o nosso programa. Devemos considerá-las como o nosso tesouro mais precioso. Sem o seu auxilio é impossível triunfar.

2 de fevereiro de 2011

Bifes de Atum com Batata Doce

Para o Atum
1Kg de bifes de atum fresco cortados grossos (lombo)
2 Colheres (de sopa) de vinagre
1 Ramo de salsa
2 Folhas de louro
8 Dentes de alho
Pimenta preta de moinho e piripíri q.b.
2dI de vinho branco
1 Colher (de sobremesa) de farinha torrada
1 pacote de natas frescas (200ml)
Azeite para fritar
Colocam-se os bifes numa taça e cobrem-se com a marinada feita com o vinagre, o vinho branco, a salsa, o louro, os dentes de alho picados, a pimenta e o piripíri. Deixam-se assim na marinada durante, pelo menos, 4 horas. 
Escorrem-se e secam-se com um pano, reservando a marinada que se côa e na qual se dissolve a farinha previamente torrada.
Numa frigideira grande fritam-se em azeite bem quente e á medida que vão ficando prontos (louros) colocam-se numa travessa aquecida onde irão ser servidos.
Depois de todos fritos e em lume mais brando, adiciona-se a marinada ao azeite que ficou na frigideira e deixa-se ferver um pouco para apurar, mexendo sempre. Retira-se a frigideira do lume e juntam-se as natas; mexe-se, retificam-se temperos e vai ao lume mais um pouco sem deixar ferver.
Serve-se polvilhado com salsa picada.

Ver também aqui.

Para a Batata Doce
1Kg de Batata Doce
1 dente de alho
azeite para saltear
tomilho em haste q.b.
sal, pimenta de moinho (facultativo; nesta confecção não achei necessário)
Descascam-se as batatas e cortam-se em cubos. Levam-se a ferver em água e sal por dois minutos e coam-se.
Pica-se um dente de alho para uma frigideira com um pouco de azeite e salteia-se a bata doce em lume vivo juntando tomilho fresco e corrigindo temperos a gosto.
Pode acompanhar-se com brócolos cozidos. O atum fica com o toque ácido do vinagre o que faz um excelente contraste com a bata doce. Este prato aguenta bem um vinho branco com algum envelhecimento em madeira.